11.05.2026 - Por gutman-adria

A dor afetiva crônica nas mulheres, tem relação com o pai ausente

Atendo muitas mulheres e a maior queixa sem dúvida alguma é com relação a vida afetiva.

  • Dificuldade de encontrar alguém compatível
  • Relações tóxicas, insatisfatórias e abusivas
  • Ou o desejo de sair de um relacionamento (sem conseguir)

Comecei minhas pesquisas com relação a este tema, principalmente com relação a mulheres (o público que mais atendo atualmente).

E notei uma similaridade entre todas elas.

A ausência do pai.

Algumas relataram a ausência física, outras a ausência emocional.

Em outras palavras, a criação estava totalmente centrada nas mãos da mãe. E o pai se mostrava pouco presente, e na maioria das vezes, totalmente ausente.

O fato curioso é que nos casos em que já atendi, muitas projetavam no par afetivo, a falta que o pai de forma consciente ou inconsciente fazia para ela.

Muitas estão com raiva, magoadas e não querem nem saber de se reconectar internamente com o pai.

No entanto, busco reforçar que para conseguir fluir com mais leveza na vida afetiva, é necessário olhar para este relacionamento.

O pai invisível e excluído internamente da criança, causa uma profunda dor e uma sensação constante, desta mulher de não ser boa o suficiente, ou viver com uma armadura, para se proteger de qualquer tipo de dor.

A ironia de tudo isto é que esta armadura, gera desorientamento e muita dor, a curto, médio e longo prazo.

Ou seja, mesmo querendo, ela não consegue confiar, amar e ser amada.

Por isso, olhar para este relacionamento é essencial, para ter mais facilidade, alegria e leveza na vida a dois.

O papel da mãe é fundamental, mas não substitui de forma alguma o papel do pai na psique humana.

Todo ser humano precisa estar bem ancorado em suas raízes, não adianta tentar fugir.

Quem está bem resolvida com o pai, se sente segura, protegida e autoconfiante. Consequentemente, fica imune a relações tóxicas e abusivas.

O auto abuso é uma das piores formas de abuso, pois a pessoa se trata exatamente como foi tratada na infância.

Cada pessoa tem o seu próprio tempo, mas cedo ou tarde, teremos que confrontar com todos os nossos medos e angústias, para sermos verdadeiramente livres, amar e ter abundância.

Não existe uma receita de bolo, mas sim um processo de identificação, limpeza e autocura sério.

É preciso buscar ajuda capacitada, pois olhar para as dores, com relação ao pai, gera muito desconforto e angústia, e o terapeuta precisa estar capacitado para isto.

Costumo dizer em meus atendimentos, que pode até ser desconfortável, olhar para estas questões internas com relação ao pai, mas trata-se de algo extremamente curativo.

Quando esta mulher se reconecta com o seu pai interno, ela passa a ver os homens de outra forma.

Sua área afetiva muda, pois ela não está mais carente do pai psicológico.

Então neste ponto, bem resolvida, ela atrai relacionamentos mais maduros e condizentes, com a sua nova realidade interna.

O preço por não a relação com o pai equacionada, internamente é alto.

O nível de insegurança, ansiedade, medo, carência e ciúmes tendem a ser elevados, para as mulheres que tiveram seu pai ausente.

Não é preciso ir atrás do pai fisicamente falando, pois tudo é feito dentro da pessoa. Com a ferramenta certa, ela consegue liberar processos emocionais dolorosos e com isto ser mais feliz no amor.

A dor afetiva crônica nas mulheres tem relação com o pai ausente. Observo isto com frequência em meu consultório.

Fugir disto, pode adiar e gerar ainda mais dor, e não resolve.

Cuide-se com amor!

Grande abraço.

Ádria Gutman